https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/issue/feedRevista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad - CTS2025-11-20T14:43:01+00:00Secretaría Editorialsecretaria@revistacts.netOpen Journal SystemsA partir do primeiro número, publicado em setembro de 2003, a <strong><em>Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad - CTS</em></strong> mantém o objetivo de alcançar uma melhor articulação entre a ciência e a sociedade nos países da América Latina e a península ibérica, bem como promover o diálogo e iniciar discussões sobre questões importantes relativas ao seu âmbito. A <strong><em>CTS</em></strong> tem uma visão regional e avalia e publica os artigos que recebe sob uma perspectiva plural e interdisciplinar. Ao longo de sua história publicou trabalhos relevantes de pesquisadores ibero-americanos e de outras origens.https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/1120APRESENTAÇÃO: Formas e fundos da inovação responsável 2025-10-27T18:59:11+00:00Hannot Rodríguezhannot.rodriguez@ehu.eusSergio Urueñasergio.uruena@ehu.eus<p>As realidades em que vivemos são, em grande medida, o resultado da ação da ciência e da tecnologia. Sua capacidade transformadora e criadora de mundos tem estado habitualmente a serviço da instrumentalização maciça e sistemática de recursos materiais e simbólicos, com vistas à consecução de determinados fins, considerados - para cada momento e circunstância - como desejáveis por parte de certos atores</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/967Inovação e democratização na política europeia de CTI “responsável”2025-09-05T15:24:24+00:00Hannot Rodríguezhannot.rodriguez@ehu.eusSergio Urueñasergio.uruena@ehu.eus<p>A política de ciência, tecnologia e inovação (CTI) da União Europeia está sujeita a uma série de tensões não resolvidas em torno de como se concebe e se governa a responsabilidade. Com base na análise de documentos estratégicos da política europeia de CTI, este artigo identifica dois conjuntos de aproximações em disputa. O primeiro, categorizado como “princípio da inovação”, centra-se na promoção da autonomia estratégica, da competitividade e da implementação acelerada de tecnologias. O segundo, aqui denominado “princípio da democratização” e associado às acepções mais transformadoras de propostas como a Investigação e Inovação Responsáveis (RRI) ou a Ciência Aberta (OS), busca fomentar processos de CTI mais inclusivos e deliberativos. O artigo identifica quatro características centrais nas relações entre esses dois princípios: i) a convivência tensionada entre ambos está enraizada numa divergência ideológica de base; ii) os dois compartilham uma crítica ao quadro dominante de governança baseado no risco, embora a partir de motivações e posicionamentos opostos; iii) o “princípio da inovação” prevalece sobre o “princípio da democratização”; e iv) a assunção institucional de que marcos de difícil conciliação (por exemplo, crescimento econômico e sustentabilidade) podem coexistir harmonicamente reforça o “princípio da inovação” em detrimento do da “democratização”. Conclui-se que uma governança democrática da CTI requer o reconhecimento e o enfrentamento dessas tensões.</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/968Género, pluralismo e inovação epistemicamente responsável2025-08-11T15:06:01+00:00Enrique Latorre Ruizenrique.latorre.ruiz@usc.esNatalia Fernández Jimenonataliafj@uva.esEulalia Pérez Sedeñoe.p.sedeno@csic.es<p>Este artigo examina críticamente o quadro da Investigação e Inovação Responsáveis (RRI, na sigla em inglês) a partir de uma perspectiva feminista e pluralista, apontando as suas limitações epistémicas e propondo a sua reformulação em termos de inovação epistemicamente responsável. Argumenta-se que a RRI, embora promova a antecipação de impactos e a participação pública, manteve uma concepção tecnocrática da responsabilidade, sem rever os pressupostos epistemológicos que estruturam a inovação. Inovação responsável, sim, mas responsável com quem, para quem e segundo que critérios? A partir das epistemologias feministas e da abordagem Gendered Innovations, sustenta-se que integrar a análise de género não só melhora a equidade, mas também produz conhecimentos mais robustos e tecnologias mais eficazes. O artigo defende um modelo de inovação epistemicamente responsável baseado no pluralismo epistémico e na responsabilidade epistémica, capaz de redistribuir a autoridade epistémica, reconhecer saberes marginalizados e instituir quadros de responsabilidade coletiva. Em vez de se limitar a gerir riscos, propõe-se uma inovação orientada para transformar as condições estruturais de produção do conhecimento, incorporando vozes, corpos e valores historicamente excluídos. A RRI assim entendida não é apenas um imperativo ético, mas uma estratégia epistemológica para ampliar os limites do possível na ciência e na tecnologia.</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/972Uma abordagem reflexiva sobre a implantação de novos padrões de investigação e sua governança2025-08-11T15:44:55+00:00Andoni Eizagirre Eizagirreaeizagirre@mondragon.eduOier Imaz Aliasoimaza@mondragon.edu<p>O paradigma da Investigação e Inovação Responsáveis (RRI, na sigla em inglês) é um eixo transversal no âmbito do programa Horizonte 2020, impulsionado pela Comissão Europeia, que propõe abrir ao escrutínio público as visões, as demandas e os conhecimentos que contribuem para traçar os futuros sociotécnicos. No entanto, a análise comparativa do desempenho dos diferentes atores envolvidos nos sistemas de I&D&i, bem como das regiões europeias e dos diferentes níveis institucionais, mostra que a sua implementação tem sido desigual e irregular. Neste artigo, relatamos alguns workshops participativos com atores do sistema basco de investigação e inovação com o objetivo de elucidar suas atitudes, conhecimentos e motivações em relação às iniciativas que promovem uma maior permeabilidade da atividade científico-tecnológica às demandas econômicas, sociais e éticas. Os resultados confirmam a existência de barreiras que dificultam a implementação eficaz da abordagem RRI (barreiras cognitivas, falta de consciência, escassez de recursos, inscrições culturais) e nos permitem identificar uma série de medidas que podem contribuir para superá-las (quadros regulatórios, programas de capacitação, sistema de incentivos, serviços profissionais). A principal conclusão é que uma transformação inclusiva e deliberativa dos padrões de investigação e inovação não depende apenas de medidas concretas, mas requer a melhoria da capacidade reflexiva do sistema de inovação por meio de mecanismos que possibilitem uma colaboração eficaz dos agentes do sistema de I&D&i em todas as fases do processo da atividade de investigação.</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/1033Poder e exclusão sociotécnica2025-07-15T19:04:53+00:00Mauricio Bergermsberger@unrn.edu.arAndoni Ibarraandoni.ibarra@ehu.eus<p>A abordagem da Investigação e Inovação Responsáveis (RRI, na sigla em inglês) propõe uma mudança paradigmática na forma como a ciência e a inovação são feitas, fornecendo uma orientação epistêmica e normativa tanto para o design propositivo da inovação tecnocientífica quanto para o exame crítico de obstáculos à realização de seus princípios. A partir do estudo do problema de poluição ambiental gerada pela produção de bioetanol como um novo elo na inovação agrobiotecnológica na Argentina, o artigo tem como objetivo analisar dispositivos de não inclusão e não resposta de práticas e instituições científico-tecnológicas locais às demandas dos cidadãos pela geração de conhecimentos e pela validação de seus saberes. O artigo sustenta os princípios da RRI com a noção de injustiça epistêmica.</p> <p> </p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/889Investigação e inovação solidárias e responsáveis2025-06-02T13:59:07+00:00Judith Sutzjsutz@csic.edu.uy<p>A Investigação e Inovação Responsáveis -IIR, em suas diversas acepções- estão sendo consideradas como um guia para a produção e o uso do conhecimento. O conceito, surgido na Europa, adquire proatividade quando visto do Sul: responsabilidade em relação à solução de problemas que afetam a grande maioria. Assim, a responsabilidade se une à solidariedade, dando origem à Investigação e Inovação Solidárias e Responsáveis (IISeR). Aqueles que pesquisam e inovam desempenham um papel central na IISeR, mas não podem fazê-lo sozinhos. Há responsabilidades compartilhadas para que isso seja alcançado; é quimérico supor que todo o contexto em que a pesquisa e a inovação ocorrem permaneça inalterado e que a IISeR avance. Neste texto, analisam-se brevemente algumas das esferas de ação cujas transformações são necessárias para abrir espaços à responsabilidade e à solidariedade na produção de conhecimento: a formação de graduação, a política de pesquisa, a avaliação acadêmica e a demanda organizada por inovações que resolvam problemas. Também se indica brevemente, por meio de exemplos latino-americanos, que a IISeR é algo a ser potencializado, pois já existe.</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/959Do dito ao registro2025-09-12T12:59:32+00:00Gloria Baigorroteguigloria.baigorrotegi@usach.clKarla J. Vidalkarla.vidal@usach.clGabriel I. Reyesgabriel.reyes.r@usach.cl<p>As exigências de uma maior sustentabilidade realçam as inovações inteligentes em casas e cidades monitoradas digitalmente. No entanto, são menos exploradas as práticas domésticas que são inferidas a partir dos registros que falam sobre elas, e ainda menos investigados são os modos pelos quais essas práticas se comprovam, au não, por meio desses registros. Aqui, questionamos: quais práticas domésticas cotidianas resultam da transição dos discursos para os registros? E de que modo os registros provenientes do monitoramento digital interpelam a responsabilidade das políticas públicas e da investigação? Para isso, propomos uma abordagem teórico-metodológica para analisar as falas das pessoas responsáveis por uma infraestrutura digital experimental, identificadas segundo um procedimento gramatical morfossintático em seu encontro com práticas materiais de manutenção de registros de monitoramento da qualidade ambiental interna. Como um exemplo único no Chile, a extinta Rede Nacional de Monitoramento (ReNaM) intradomiciliar nos permite vincular de que forma os discursos dos responsáveis pelas políticas públicas refletem as práticas domésticas da cidade de Coyhaique e, ao mesmo tempo, como esses registros digitais evidenciam sua contribuição para a melhoria da qualidade atmosférica da cidade. Os resultados mostram como a tradução do dito para os registros digitais sobre as práticas domésticas comprova as contribuições contemporâneas sobre inovações responsáveis nos países latino-americanos.</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/1128Editorial2025-11-18T19:06:31+00:00Marta I. González Garcíamartaig@uniovi.es<p>A presente edição da <em>Revista CTS</em> nos convida a refletir sobre a inovação a partir das tensões que ela gera nas inter-relações entre ciência, tecnologia e sociedade. O volume inclui o dossiê “Formas e fundos da inovação responsável. Concepções e experiências plurirregionais”, coordenado por Hannot Rodríguez e Sergio Urueña, da Universidade do País Basco. Completam a edição, na seção miscelânea, quatro artigos que, da Argentina, Uruguai e Espanha, ampliam e aprofundam os debates propostos no dossiê.</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/1129Avaliadores da edição2025-11-18T19:17:58+00:00Secretaria Editorialsecretaria@revistacts.net<p>Os seguintes especialistas avaliaram os artigos publicados nesta edição da <em>Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad</em>.</p>2025-11-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/720Aprendizagem situada2024-12-30T14:14:16+00:00María Goñi Mazzitellimgoni@csic.edu.uy<p>A COVID-19 desafiou urgentemente as formas como o conhecimento científico poderia fornecer respostas aos múltiplos e complexos problemas apresentados. Assim, a pesquisa interdisciplinar parecia ser o caminho para percorrer a jornada das soluções criadas. A Universidade da República (Udelar), no Uruguai, não ficou imune a esta situação e reagiu rapidamente procurando contribuir para a solução dos problemas apresentados no seu contexto. Este artigo tem um duplo objetivo. Por um lado, analisar como foram postos em prática diferentes processos interdisciplinares; que formas de organização ocorreram e como conseguiram integrar os diferentes conhecimentos. Por outro lado, reconhecer nestes processos os papéis assumidos pelos investigadores e as competências construídas para chegar à criação de soluções para os problemas abordados. Para realizar esta análise foram selecionadas três experiências que projetaram três dispositivos - swabs, desinfetador de máscara e oxigenador de alto fluxo - buscando solucionar problemas gerados no campo da saúde.</p>2025-02-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/855Digitalização vs. sustentabilidade ambiental2025-04-16T17:12:17+00:00Genoveva Sánchez Fernándezgenovevasanchezfernandez@gmail.comCristina García Casañascgarciacasan@uoc.eduZora Kovaciczkovacic@uoc.edu<p>Nas políticas públicas da Comissão Europeia, as tecnologias digitais são vistas como fundamentais para enfrentar desafios ambientais. Neste artigo, analisamos criticamente como a política da dupla transição ecológica e digital é implementada no território espanhol, tomando como estudo de caso o Projeto Estratégico para a Recuperação e Transformação Econômica do veículo elétrico conectado. A análise se baseia em um mapeamento das tecnologias digitais, suas funções, domínios de atuação, benefícios esperados e empresas beneficiárias dos fundos europeus destinados ao veículo elétrico e à digitalização. Os resultados revelam que: i) os benefícios buscados são, em primeiro lugar, econômicos, ficando a sustentabilidade ambiental subordinada ao interesse econômico; ii) aposta-se nos veículos elétricos sob a suposição de que são sustentáveis, enquanto as tecnologias digitais desenvolvidas não esclarecem muitas incertezas sobre a sustentabilidade desses veículos; e iii) a governança ambiental é redirecionada para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e digitais, excluindo debates mais amplos sobre a sustentabilidade do setor de transporte.</p>2025-05-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/719Tensões e anseios filosóficos nas interações humano-robô2024-10-31T17:48:12+00:00Ricardo Andradejrandraderangel@unrn.edu.ar<p>O objetivo deste artigo é estudar o problema da alteridade nas interações humano-robô, especialmente na figura do andróide. Pensar esta entidade como um “você” com as suas particularidades traz consigo uma série de problemas fenomenológicos e éticos que estão fortemente ligados à questão sobre o lugar do ser humano no quadro do futuro desenvolvimento tecnológico. O aparecimento dessa alteridade pode modificar as concepções atuais de sociedade, de vida, de sentimentos, entre outras características. Nesse sentido, a premissa principal do artigo é oferecer um estudo que dê respostas, do ponto de vista filosófico, às tensões que podem surgir entre esse novo agente social e os sujeitos.</p>2024-12-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2024 CC Attribution 4.0https://ojs.revistacts.net/index.php/CTS/article/view/743Promoção e avaliação de carreiras científicas orientadas para problemas na Argentina2024-11-01T14:30:46+00:00Nerina Sarthounfsarthou@yahoo.com.ar<p>Desde suas origens, o CONICET, na Argentina, abre edital anual em todas as áreas do conhecimento para ingresso na carreira de pesquisador científico e tecnológico (CICYT), ou seja, para obtenção de cargo permanente em pesquisa, com alto nível de competência. Apesar de, historicamente, este órgão ter sido uma instituição “liberal”, no sentido em que as suas diversas convocatórias procuravam responder apenas a exigências académicas, em 2013 começam a abrir convocatórias orientadas para questões estratégicas. Neste artigo, estamos interessados em explorar si o processo de avaliação de entrada na carreira foi modificado para responder a um objetivo político diferente: a promoção de carreiras científicas orientadas para a resolução de problemas, ou seja, a geração de conhecimento sobre temas pré-definidos e com maior potencial de transferência para o ambiente social e produtivo. Através da realização de entrevistas semiestruturadas e da revisão de documentos institucionais constatou-se que as comissões avaliadoras apresentam uma conformação distinta, que os critérios de avaliação possuem uma especificidade e que as fontes de divergência giram em torno de como valorizar o tema proposto e o perfil aplicado dos candidatos.</p>2024-12-06T00:00:00+00:00Copyright (c) 2024 CC Attribution 4.0